
- Eu sou o mascarado do Carnaval – ouvi de um cara que passou por mim na rua, enquanto eu esperava o sinal vermelho para atravessar.
Eu já tinha o visto do outro lado da rua. Na realidade, já tinha passado por ele uma outra vez naquela mesma semana. E certamente já o conhecia da vizinhança. Mas “mascarado do Carnaval”? Desculpa, mas eu não tinha a menor ideia do que ele estava falando.
- Não lembra?
- Desculpa, não lembro…
- No bloco, em Santa Teresa…
- Não lembro mesmo.
“E olha, eu lembraria”, pensei na hora. Quem esqueceria um gato como ele?
- Será que eu estou confundindo? Em Santa Teresa, de máscara vermelha…
Ahhhh! Agora sim!!! Claro, o mascarado do Carnaval! Sim, naquela hora tudo passou a fazer mais sentido.
Era o primeiro dia de Carnaval. Sábado, oito horas da manhã. Em Santa Teresa, fazia muito calor. No meio da multidão que seguia o Céu na Terra, um cara com um gorro de lã, que só deixa os olhos de fora, me chamou a atenção.
“Ele deve estar derretendo de calor!”, pensei alto.
- Sim, deve estar um calor desgraçado ali dentro – uma amiga concordou.
- Nossa, eu aposto que ele é gato – falei, sem me dar conta de que ele estava perto o suficiente para me ouvir.
E ele riu. Eu, que não sou de perder a oportunidade de conhecer um cara que, na minha cabeça, só podia ser gato, desafiei.
-Pois é, eu aposto que você é gato. Tira essa máscara, tá muito calor.
- Não, eu não vou tirar.
- Poxa, jura?
- Juro. É a minha fantasia, se eu tirar não tem graça.
Ok. Respeitei o argumento. E segui o meu caminho, atrás do bloco, sem me lembrar em momento algum do tal mascarado de Santa Teresa.
- Você mora por aqui? – ele perguntou.
- Sim, moro na Maria Eugênia. E você? – respondi.
- Eu também moro na Maria Eugênia, do lado da academia.
- Ué, eu moro do lado da academia… Maria Eugênia, 32.
- Eu moro do 36. Caramba, nós somos visinhos…
- Pois é.
- Vamos tomar um chope?
- Vamos. Quando?
- Agora ué.
- Vamos.
De imediato, eu não acreditava que tinha concordado com aquilo tudo. Na realidade, não acreditava muito naquela situação. “Eu sou o mascarado do Carnaval”, à primeira vista, me pareceu uma cantada (bem) barata. Mas de alguém com aquele braço e aqueles olhos, eu aceitava qualquer cantada. E a história era ótima! Se nada desse certo, pelo menos eu teria uma boa história para contar para as minhas amigas na mesa do bar.
Mas já no caminho até o bar eu percebi que não ia precisar contar nada para ninguém para aquilo valer à pena. Além de a história ser boa, a noite seria ótima.
O tal mascarado chamava-se Luiz. Era economista, estava fazendo mestrado na Puc e tinha um papo ótimo. Falamos de música, de trabalho, de viagens, das cidades onde tínhamos morado. Trocamos uns (ótimos) beijos e voltamos andando para casa.
Na porta do meu prédio, que é na esquina oposta ao prédio dele, começamos a nos despedir. Bom, começamos a tentar nos despedir. Mas era impossível parar de beija-lo.
- Vamos subir né? Não tem sentido ficarmos nesse agarramento aqui – falei.
- É verdade, vamos – ele concordou.
Subimos.
Com alguns vários chopes na cabeça, essa história de “mascarado do carnaval” (mais fetiche, impossível!) e depois de um papo longo e delicioso, ficou impossível segurar o tesão. Eu sabia muito bem como aquela noite ia terminar. Pra falar a verdade, desde que trocamos as primeiras palavras, ainda esperando para atravessar a rua, eu já sabia onde a noite ia terminar.
Só não imaginava que o que ia acontecer antes do fim seria tão bom.
Entramos na minha casa e eu fui mostrar o apartamento para ele. Sala, quarto, outro quarto, banheiro varanda…
- Eu passo muito tempo aqui, adoro essa varanda – falei sentando no parapeito.
E ele logo veio chegando mais perto e se acomodou entre as minhas pernas. Segurou na minha cintura e começou a me beijar.
Desceu as mãos e foi tocando a minha coxa. Forte. E subindo, por dentro do meu vestido, de volta para a minha cintura. Ele foi subindo o meu vestido e eu levantei os braços para que ele tirasse tudo.
Logo eu estava só de calcinha. E eu tirei a camisa dele. Ele abriu a calça e logo estava ele também só de cueca. Era hora de levar aquela brincadeira para o quarto.
Levantei e fiquei de frente para ele. Segurei na mão dele e comecei a levá-lo para a minha cama. Ele tinha um jeito diferente. Dava para ver que estava cheio de tesão mas fazia tudo devagar, com calma, com delicadeza. Me beijava devagar, se deixava guiar pela minha mão sem pressa.
Eu sentei na cama e ele veio por cima de mim. Olhando nos meus olhos, tirou a minha calcinha e começou a me masturbar. Ele me tocava suave, mas muito bom. E foi intensificando o movimento. Mais rápido, mais rápido. E começou a me chupar.
A essa altura, eu já estava completamente molhada. E ele me chupava como quem degustava um prato delicioso. Também ali começou devagar, passeando com a língua pela minha buceta. Explorando o meu clitóris, chupando os meus lábios. Até que começou a mexer a língua rápido, de um lado para o outro no meu clitóris.
Te juro, se ele continuasse assim por um pouquinho mais de tempo, eu teria gozado. Era hora então de retribuir o agrado.
Puxei-o para cima e o empurrei para que deitasse na cama e comecei a beijar o corpo dele. Queixo, nuca, pescoço. Fui beijando o peito dele, lambendo os mamilos. Com uma das mãos, apertava o braço dele com força. Com a outra, massageava o pênis dele. E ia descendo. Correndo a ponta da língua pelo abdômen, pela virilha. Com a língua relaxada e bem molhada, lambi o saco, e depois o pau. Para cima, para baixo, para cima de novo. Coloquei a cabecinha na boca, bem molhada, envolvendo com a língua.
Ele também não ia aguentar muito tempo dessa brincadeira. Era hora então de colocar uma camisinha. Ele colocou e eu sentei por cima dele. Começamos a trepar olhando um nos olhos do outro. Sérios, sem falar, quase sem gemer. Mas claramente transbordado de prazer. Concentrados.
Toda aquela calma e delicadeza do começo foi então se transformando. Ele me comia com vontade, com tesão.
Me rodou para que eu ficasse por baixo. Levantou uma das minhas pernas, apoiou no peito dele. Com uma das mãos estimulava o meu clitóris. Em seguida, passou a massagear o meu anus.
E me virou. Deitou-se por cima de mim, uma mão apoiada na cama, a outra no meu peito. Ele me comia com vontade. E eu sentia a respiração dele no meu ouvido. Ofegante. E ficando cada vez mais ofegante.
Senti-lo excitado ia me deixando cada vez com mais tesão. Levantei um pouco mais o quadril e comecei a me tocar, enquanto ele me comia cada vez mais rápido e forte.
Gozei com o corpo inteiro. E fiquei de quatro. Alguns poucos minutos depois, ele gozou também.