O Mascarado

20 de abril

- Eu sou o mascarado do Carnaval – ouvi de um cara que passou por mim na rua, enquanto eu esperava o sinal vermelho para atravessar.

Eu já tinha o visto do outro lado da rua. Na realidade, já tinha passado por ele uma outra vez naquela mesma semana. E certamente já o conhecia da vizinhança. Mas “mascarado do Carnaval”? Desculpa, mas eu não tinha a menor ideia do que ele estava falando.

- Não lembra?

- Desculpa, não lembro…

- No bloco, em Santa Teresa…

- Não lembro mesmo.

“E olha, eu lembraria”, pensei na hora. Quem esqueceria um gato como ele?

- Será que eu estou confundindo? Em Santa Teresa, de máscara vermelha…

 

 

 

Ahhhh! Agora sim!!! Claro, o mascarado do Carnaval! Sim, naquela hora tudo passou a fazer mais sentido.

Era o primeiro dia de Carnaval. Sábado, oito horas da manhã. Em Santa Teresa, fazia muito calor. No meio da multidão que seguia o Céu na Terra, um cara com um gorro de lã, que só deixa os olhos de fora, me chamou a atenção.

“Ele deve estar derretendo de calor!”, pensei alto.

- Sim, deve estar um calor desgraçado ali dentro – uma amiga concordou.

- Nossa, eu aposto que ele é gato – falei, sem me dar conta de que ele estava perto o suficiente para me ouvir.

E ele riu. Eu, que não sou de perder a oportunidade de conhecer um cara que, na minha cabeça, só podia ser gato, desafiei.

-Pois é, eu aposto que você é gato. Tira essa máscara, tá muito calor.

- Não, eu não vou tirar.

- Poxa, jura?

- Juro. É a minha fantasia, se eu tirar não tem graça.

Ok. Respeitei o argumento. E segui o meu caminho, atrás do bloco, sem me lembrar em momento algum do tal mascarado de Santa Teresa.

 

 

- Você mora por aqui? – ele perguntou.

- Sim, moro na Maria Eugênia. E você? – respondi.

- Eu também moro na Maria Eugênia, do lado da academia.

- Ué, eu moro do lado da academia… Maria Eugênia, 32.

- Eu moro do 36. Caramba, nós somos visinhos…

- Pois é.

- Vamos tomar um chope?

- Vamos. Quando?

- Agora ué.

- Vamos.

 

 

 

De imediato, eu não acreditava que tinha concordado com aquilo tudo. Na realidade, não acreditava muito naquela situação. “Eu sou o mascarado do Carnaval”, à primeira vista, me pareceu uma cantada (bem) barata. Mas de alguém com aquele braço e aqueles olhos, eu aceitava qualquer cantada. E a história era ótima! Se nada desse certo, pelo menos eu teria uma boa história para contar para as minhas amigas na mesa do bar.

Mas já no caminho até o bar eu percebi que não ia precisar contar nada para ninguém para aquilo valer à pena. Além de a história ser boa, a noite seria ótima.

O tal mascarado chamava-se Luiz. Era economista, estava fazendo mestrado na Puc e tinha um papo ótimo. Falamos de música, de trabalho, de viagens, das cidades onde tínhamos morado. Trocamos uns (ótimos) beijos e voltamos andando para casa.

Na porta do meu prédio, que é na esquina oposta ao prédio dele, começamos a nos despedir. Bom, começamos a tentar nos despedir. Mas era impossível parar de beija-lo.

- Vamos subir né? Não tem sentido ficarmos nesse agarramento aqui – falei.

- É verdade, vamos – ele concordou.

 

 

 

Subimos.

Com alguns vários chopes na cabeça, essa história de “mascarado do carnaval” (mais fetiche, impossível!) e depois de um papo longo e delicioso, ficou impossível segurar o tesão. Eu sabia muito bem como aquela noite ia terminar. Pra falar a verdade, desde que trocamos as primeiras palavras, ainda esperando para atravessar a rua, eu já sabia onde a noite ia terminar.

Só não imaginava que o que ia acontecer antes do fim seria tão bom.

Entramos na minha casa e eu fui mostrar o apartamento para ele. Sala, quarto, outro quarto, banheiro varanda…

- Eu passo muito tempo aqui, adoro essa varanda – falei sentando no parapeito.

E ele logo veio chegando mais perto e se acomodou entre as minhas pernas. Segurou na minha cintura e começou a me beijar.

Desceu as mãos e foi tocando a minha coxa. Forte. E subindo, por dentro do meu vestido, de volta para a minha cintura. Ele foi subindo o meu vestido e eu levantei os braços para que ele tirasse tudo.

Logo eu estava só de calcinha. E eu tirei a camisa dele. Ele abriu a calça e logo estava ele também só de cueca. Era hora de levar aquela brincadeira para o quarto.

Levantei e fiquei de frente para ele. Segurei na mão dele e comecei a levá-lo para a minha cama. Ele tinha um jeito diferente. Dava para ver que estava cheio de tesão mas fazia tudo devagar, com calma, com delicadeza. Me beijava devagar, se deixava guiar pela minha mão sem pressa.

Eu sentei na cama e ele veio por cima de mim. Olhando nos meus olhos, tirou a minha calcinha e começou a me masturbar. Ele me tocava suave, mas muito bom. E foi intensificando o movimento. Mais rápido, mais rápido. E começou a me chupar.

A essa altura, eu já estava completamente molhada. E ele me chupava como quem degustava um prato delicioso. Também ali começou devagar, passeando com a língua pela minha buceta. Explorando o meu clitóris, chupando os meus lábios. Até que começou a mexer a língua rápido, de um lado para o outro no meu clitóris.

Te juro, se ele continuasse assim por um pouquinho mais de tempo, eu teria gozado. Era hora então de retribuir o agrado.

Puxei-o para cima e o empurrei para que deitasse na cama e comecei a beijar o corpo dele. Queixo, nuca, pescoço. Fui beijando o peito dele, lambendo os mamilos. Com uma das mãos, apertava o braço dele com força. Com a outra, massageava o pênis dele. E ia descendo. Correndo a ponta da língua pelo abdômen, pela virilha. Com a língua relaxada e bem molhada, lambi o saco, e depois o pau. Para cima, para baixo, para cima de novo. Coloquei a cabecinha na boca, bem molhada, envolvendo com a língua.

Ele também não ia aguentar muito tempo dessa brincadeira. Era hora então de colocar uma camisinha. Ele colocou e eu sentei por cima dele. Começamos a trepar olhando um nos olhos do outro. Sérios, sem falar, quase sem gemer. Mas claramente transbordado de prazer. Concentrados.

Toda aquela calma e delicadeza do começo foi então se transformando. Ele me comia com vontade, com tesão.

Me rodou para que eu ficasse por baixo. Levantou uma das minhas pernas, apoiou no peito dele. Com uma das mãos estimulava o meu clitóris. Em seguida, passou a massagear o meu anus.

E me virou. Deitou-se por cima de mim, uma mão apoiada na cama, a outra no meu peito. Ele me comia com vontade. E eu sentia a respiração dele no meu ouvido. Ofegante. E ficando cada vez mais ofegante.

Senti-lo excitado ia me deixando cada vez com mais tesão.  Levantei um pouco mais o quadril e comecei a me tocar, enquanto ele me comia cada vez mais rápido e forte.

Gozei com o corpo inteiro. E fiquei de quatro. Alguns poucos minutos depois, ele gozou também.

 

 

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5 razões para transar com um desconhecido

07 de abril

1) Deu aquela vontade louca e você tem que liberar

2) Se for horrível, você não precisa olhar para cara dele novamente. Mas, se for ótimo, você poderá se deliciar com isso sem ter que pensar em cobranças, ligações, flores…

3) Casos de uma noite apenas rendem histórias hilárias e animam as rodas de conversas entre amigas. Ainda mais no bar com uns chopps a mais…

4) Ele é a cara e tem o corpo do Malvino Salvador. É claro, que você tem que transar com ele. Vai fugir pra quê?

5) Faz um bem danado para a pele e para a auto estima.

Então, encare o desafio e seja feliz por uma noite. Quem sabe ela não se multiplica…

 

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Quem nunca teve um amor de pica?

07 de abril

A história é nossa velha conhecida: garota conhece o cara, garota se interessa pelo cara, o cara se interessa pela garota. No entanto, à medida que vão se conhecendo melhor, a garota descobre que não tem assim, digamos, muito em comum com o tal cara, que ele não é lá tão interessante. Mas a garota anda meio carente, ele é gato, e ela resolve transar com ele. E não é que a transa é maravilhosa? De repente, como que num passe de mágica, o cara se torna irresistível, e a garota se vê totalmente apegada a ele.

“Num relacionamento, o sexo e o afeto se fundem, é difícil separar os dois”, afirma a sexpert e psicóloga Tatiana Presser. Mas será que as mulheres têm uma tendência maior a confundir sexo e afeto, e se tornam mais vulneráveis ao que chamamos “amor de pica”?

“Sem dúvida nenhuma existe a possibilidade de separar sexo de sentimento, mas para a mulher isso é uma missão um pouco mais difícil. Sexo para mulher é um claro sinal de intimidade. Então, talvez transar poucas vezes e não ter mais ligação com a pessoa não seja tão difícil, fica mais complexo se isso começar a se repetir com frequência, em geral a mulher vai começar a se envolver emocionalmente”, respondeu Tatiana.

E foi o que aconteceu com Luisa*. Ela conheceu Marcos* em uma festa na casa de uma amiga. Os dois conversaram, flertaram e acabaram ficando. Depois disso, se encontraram algumas vezes e, apesar de o papo ser legal, Marcos não despertava o interesse de Luisa completamente. Lá pelo quarto encontro, no entanto, Luisa pensou “o que eu tenho a perder?”, e foi para a cama com Marcos. Começava ali uma relação conturbadíssima, com sentimentos muito misturados.

“Era o melhor sexo da minha vida. Mas não tínhamos nada em comum. Ele não gostava do mesmo tipo de filme que eu, não conhecia as bandas que eu escuto, nunca tinha ouvido falar das festas que eu frequento. Eu não conseguia me ver tendo um relacionamento com ele, mas também não conseguia parar de vê-lo. E, é claro, como passávamos muito tempo juntos, desenvolvi um carinho muito grande por ele. Cheguei até a achar que estava apaixonada”, conta Luisa.

Mariana*, amiga de Luisa, viveu um “amor de pica” ainda mais improvável. Em uma viagem num feriado para uma praia perto do Rio, Mari conheceu um pescador. Papo vai, papo vem, acabaram ficando e transando. E foi na cama do pescador que Mariana passou boa parte do feriado. Não satisfeita, voltou à praia várias vezes naquele verão. E, em todas elas, saia muito pouco da casa dele.

“A famosa ‘paixão’ inicial da relação é basicamente uma grande ilusão. No fundo é uma mistura de um narcisismo profundo com rios de endorfina! Vamos pensar na outra pessoa como um queijo suíço, cheio de buracos. É assim que o outro se apresenta quando o conhecemos. Consequentemente preenchemos esses buracos com nossas fantasias e tornamos essa pessoa um espelho dos nossos desejos. Ao encarar essa perfeição o tesão sobe a mil e com isso nosso cérebro nos presenteia com a maior droga natural que existe: a endorfina. Por isso a vontade de estar, falar, transar, fazer tudo com  essa pessoa, 24 horas por dia! O problema é que o tempo passa e os buracos do queijo começam a se preencher não mais com suas ilusões e sim com a realidade dessa pessoa, qualidade e defeitos. Observamos que o outro é apenas um ser humano como nós. A ilusão se vai e a endorfina, apesar de ainda nos visitar, não é com a mesma frequência e muito menos com a mesma intensidade”, finaliza Tatiana Presser.

 

Por Thais Farias

 

 

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